Ontem, depois do trabalho, decidi passar na casa da Marjorie. Quem abriu a porta para mim foi o Joenilton, o carinha que estava ficando com ela.
Adalberto: Tudo bem, querido? Minha prima está por aí?
Joenilton: Ela está tentando se matar ali na janela.
O pior foi a maneira blasé que ele me falou isso.
Adalberto: Como assim? Marjorie!
Não sei se foi coincidência ou drama, mas na hora que eu apareci, ela fez que ia se jogar na janela. Consegui segurá-la pelas pernas.
Adalberto: Quer morrer, sua maluca?
Marjorie: Quero, ué.
Fiquei de cara rachada. Quem tenta o suicídio quer, no mínimo, morrer...
Marjorie: Me deixa morrer!
Adalberto: Por quê?
Marjorie: Porque ele terminou comigo.
Fiz um olhar fulminante para o Joenilton, que disse tudo. Ele saiu sem dizer uma única palavra.
Adalberto: Marjorie, você está maluca? Nunca te vi sofrendo por homem nenhum.
Marjorie: Porque, até hoje, só eu que terminei com os meus namorados.
Adalberto: A ordem dos fatores não altera o produto.
Marjorie: Não altera? Quem dá pé na bunda vira ídolo pop. Acabei de descobrir isso.
Adalberto: Ah, que bobagem. Isso ainda vai te acontecer mais umas mil vezes.
Marjorie: Mil. Eu não estou preparada mais para meio pé na bunda. Esse já foi mais do que suficiente.
Adalberto: Então, se mata.
Putz! Falei merda.
Adalberto: Quer dizer, toma um calmante.
Marjorie: Eu odeio tomar remédio.
Adalberto: Então, vamos tomar um chopinho com as meninas?
Marjorie: Adal, eu estou querendo me matar. O Joenilton me largou.
Adalberto: Quem é o Joenilton na na noite? Olha, eu vou te contar uma coisa: ele fala “mortandela” e “mendingo”.
Marjorie: Mentira!
Claro que era mentira. Mas eu sabia que ia acertar o alvo.
Adalberto: Nossa, ele medonho. Sabe naquele dia que a gente foi comer no Deliciante?
Marjorie: Sei.
Adalberto: Foi só você levantar para ir ao banheiro para ele tirar sujeira do ouvido com a unha.
Marjorie: Ai, que nojo!
Adalberto: Detalhe: ele comeu a sujeira. E, depois, te beijou.
Marjorie: Quero vomitar.
Adalberto: Aí, eu te apoio. Vomita mesmo porque é isso que você precisa fazer. Se matar não vai te levar a lugar algum. E se precisar de outro empurrãozinho, eu posso te contar mais uma.
Marjorie: Tem mais?
Adalberto: Ele arrota assoprando com cheiro de estrume.
Foi o suficiente. Ela vomitou. E vomitou com gosto. Não consegui esconder minha felicidade. Parecia que eu estava recebendo homenagem do meu filho no teatro da escolinha, no Dia dos Pais. E olha que eu nem tenho filho... Mas a emoção é a mesma.
Adalberto: E aí, foi tudo?
Marjorie: Acho que sim.
Adalberto: Ainda quer se matar, por causa do seu ídolo pop Joenilton?
Marjorie: Joenilton? Quem é Joenilton?
Adalberto: Não faço a menor ideia. Vamos tomar um chopinho?
Marjorie: Só se for agora.
É assim que se fala!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Ane fica sem roupa e mata a avó como desculpa
Tinha acabado de deixar o meu carro para consertar no sábado, quando a Ane me ligou.
Ane: Adal, vamos ao shopping comigo? Preciso comprar uma roupa chique para um encontro com um ricaço amanhã cedo.
Adalberto: Amore, eu estou sem carro. Acabei de deixar no conserto.
Ane: Vem de ônibus.
Adalberto: Ah, não.
Ane: Nem por um saco de Serenata de Amor?
Adalberto: Em qual shopping eu te encontro?
Ane: No Nova América.
Eu estava no Recreio, mas não vi problema nenhum em encontrar com ela num shopping, em Inhaúma.
Adalberto: Vou demorar um pouco, porque vou de ônibus, mas me espera.
Ane: Eu também vou demorar um pouco, porque estou fazendo a unha.
Adalberto: Beleza, então. Até já.
Fui para o ponto de ônibus e experimentei de uma situação inusitada. Os caras que passavam com as vans, que fazem transporte coletivo berravam olhando, apenas, para mim o trajeto: Rocinha, Rocinha!
Eu não tenho esse tipo de preconceito, mas, com tanta gente no ponto de ônibus, porque será que aquele cara, praticamente, me comia com os olhos quando gritava “Rocinha, Rocinha!”?
Não sei por quê, mas talvez pelo fato da autoestima das pessoas da favela ser tão baixa, me senti um lixo.
Quando cheguei ao shopping, fui direto à Rua do Rio encher a cara e inflar o ego. A Ane chegou cinco minutos depois.
Ane: Cadê você?
Adalberto: Estou aqui na Rua do Rio tomando um chopinho. Vem cá.
Ane: Adal, eu estou com pressa.
Adalberto: Toma só unzinho comigo.
Ane: está bem.
Depois do milésimo chope que eu achei que tinha tomado, resolvi parar por um motivo de força maior.
Adalberto: Ane, eu estou duro para caramba. A gente está em fim de mês já. Não posso mais beber um copo, senão eu vou falir.
Ane: Está maluco? Quando eu bebo, eu fico rica, querido. Rica! Eu sou RICA!
Adalberto: Eu fico pobre. Pobre! Eu sou POBRE!
Ane: Garçom, mais uma torre de chope aqui, por favor.
Adalberto: Ane!
Ane: Cala a boca!
Quando acabamos de tomar a torre, nos demos conta de que faltam trinta minutos para o shopping fechar.
Ane: Adal, vai pagando aí, que eu já volto.
Eu não tive nem tempo de mandá-la à merda. Paguei a conta sozinho e entrei no cheque especial. Eu não tinha dinheiro nem para ir embora para casa.
Eu estava a ponto de pedir uma carona para o cara da van que grita Rocinha, olhando no fundo dos meus olhos, porque a Ane também entrou no cheque especial e não tinha dinheiro para pegar um ônibus. Ela comprou, praticamente, a loja inteira.
Adalberto: Você é maluca!
Ane: Eu não tinha tempo para experimentar as roupas. Comprei tudo no olho.
Adalberto: Tomara que fique tudo uma bosta em você.
E me prometi nunca mais na vida falar isso para alguém.
Todas as roupas ficaram o lixo na Ane. A cada peça que ela experimentava, eu tinha que segurar o riso.
Ane: E agora?
Adalberto: Troca.
Ane: Mas o encontro com o carinha é amanhã cedo.
Adalberto: Passa no shopping antes.
Ane: As lojas só abrem à tarde.
Adalberto: Vai com alguma roupa sua.
Ane: Não tenho nada.
Como é que as mulheres têm a cara de pau de dizer um absurdo desses? A Marjorie, a Lu, a Sara, a minha irmã e a minha mãe também já tiveram a coragem de assumir essa inverdade. Será que isso só acontece na minha família? Só de vestido, a Ane tinha mais de vinte...
Ane: Adal, você nunca vai entender essas coisas. É coisa de mulher.
Adalberto: Ah, tá. O que você vai fazer, então.
Ane: Primeiro,e u vou chorar copiosamente, assim que você for embora, ao som de “All by myself”. Sofrer com “All by my self” é sofrer com dignidade. Depois, vou aproveitar a voz sofrida, por causa do choro, e matar mais uma vez a vovó.
Adalberto: Como assim?
Ane: Ué, vou dizer que a vovó morreu para ver se o cara se sensibiliza comigo e marca o encontro para outro dia. Não posso perder essa bocada, Adal.
Adalberto: Mas pode zoar com a cara da vovó, que não está aqui para se defender, né?
Ane: Depois, eu acendo uma velinha para ela e está tudo certo.
Para desculpas, as mulheres são tão práticas. Bom, pelo menos, as da minha família.
Ane: Adal, vamos ao shopping comigo? Preciso comprar uma roupa chique para um encontro com um ricaço amanhã cedo.
Adalberto: Amore, eu estou sem carro. Acabei de deixar no conserto.
Ane: Vem de ônibus.
Adalberto: Ah, não.
Ane: Nem por um saco de Serenata de Amor?
Adalberto: Em qual shopping eu te encontro?
Ane: No Nova América.
Eu estava no Recreio, mas não vi problema nenhum em encontrar com ela num shopping, em Inhaúma.
Adalberto: Vou demorar um pouco, porque vou de ônibus, mas me espera.
Ane: Eu também vou demorar um pouco, porque estou fazendo a unha.
Adalberto: Beleza, então. Até já.
Fui para o ponto de ônibus e experimentei de uma situação inusitada. Os caras que passavam com as vans, que fazem transporte coletivo berravam olhando, apenas, para mim o trajeto: Rocinha, Rocinha!
Eu não tenho esse tipo de preconceito, mas, com tanta gente no ponto de ônibus, porque será que aquele cara, praticamente, me comia com os olhos quando gritava “Rocinha, Rocinha!”?
Não sei por quê, mas talvez pelo fato da autoestima das pessoas da favela ser tão baixa, me senti um lixo.
Quando cheguei ao shopping, fui direto à Rua do Rio encher a cara e inflar o ego. A Ane chegou cinco minutos depois.
Ane: Cadê você?
Adalberto: Estou aqui na Rua do Rio tomando um chopinho. Vem cá.
Ane: Adal, eu estou com pressa.
Adalberto: Toma só unzinho comigo.
Ane: está bem.
Depois do milésimo chope que eu achei que tinha tomado, resolvi parar por um motivo de força maior.
Adalberto: Ane, eu estou duro para caramba. A gente está em fim de mês já. Não posso mais beber um copo, senão eu vou falir.
Ane: Está maluco? Quando eu bebo, eu fico rica, querido. Rica! Eu sou RICA!
Adalberto: Eu fico pobre. Pobre! Eu sou POBRE!
Ane: Garçom, mais uma torre de chope aqui, por favor.
Adalberto: Ane!
Ane: Cala a boca!
Quando acabamos de tomar a torre, nos demos conta de que faltam trinta minutos para o shopping fechar.
Ane: Adal, vai pagando aí, que eu já volto.
Eu não tive nem tempo de mandá-la à merda. Paguei a conta sozinho e entrei no cheque especial. Eu não tinha dinheiro nem para ir embora para casa.
Eu estava a ponto de pedir uma carona para o cara da van que grita Rocinha, olhando no fundo dos meus olhos, porque a Ane também entrou no cheque especial e não tinha dinheiro para pegar um ônibus. Ela comprou, praticamente, a loja inteira.
Adalberto: Você é maluca!
Ane: Eu não tinha tempo para experimentar as roupas. Comprei tudo no olho.
Adalberto: Tomara que fique tudo uma bosta em você.
E me prometi nunca mais na vida falar isso para alguém.
Todas as roupas ficaram o lixo na Ane. A cada peça que ela experimentava, eu tinha que segurar o riso.
Ane: E agora?
Adalberto: Troca.
Ane: Mas o encontro com o carinha é amanhã cedo.
Adalberto: Passa no shopping antes.
Ane: As lojas só abrem à tarde.
Adalberto: Vai com alguma roupa sua.
Ane: Não tenho nada.
Como é que as mulheres têm a cara de pau de dizer um absurdo desses? A Marjorie, a Lu, a Sara, a minha irmã e a minha mãe também já tiveram a coragem de assumir essa inverdade. Será que isso só acontece na minha família? Só de vestido, a Ane tinha mais de vinte...
Ane: Adal, você nunca vai entender essas coisas. É coisa de mulher.
Adalberto: Ah, tá. O que você vai fazer, então.
Ane: Primeiro,e u vou chorar copiosamente, assim que você for embora, ao som de “All by myself”. Sofrer com “All by my self” é sofrer com dignidade. Depois, vou aproveitar a voz sofrida, por causa do choro, e matar mais uma vez a vovó.
Adalberto: Como assim?
Ane: Ué, vou dizer que a vovó morreu para ver se o cara se sensibiliza comigo e marca o encontro para outro dia. Não posso perder essa bocada, Adal.
Adalberto: Mas pode zoar com a cara da vovó, que não está aqui para se defender, né?
Ane: Depois, eu acendo uma velinha para ela e está tudo certo.
Para desculpas, as mulheres são tão práticas. Bom, pelo menos, as da minha família.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Orgulho ferido desperta o Projeto Susana Vieira que há em Lu
Um telefone com o DDD 22 me ligou ontem às dez da manhã. Eu estava dormindo, não fazia ideia de quem poderia ser e não queria por nada desse mundo atender. Mas desafiei o destino e me prometi que, se o meu celular tocasse mais de cinco vezes, era para eu ver responder. No sexto toque...
Lu: Caraca, garoto, pensei que não fosse atender essa bosta.
Adalberto: Lu, onde você está?
Lu: Em Macaé.
Adalberto: O que você foi fazer aí?
Lu: Eu vim conhecer o um homem casado.
Adalberto: Lu, eu já te falei que homem casado não dá futuro.
Lu: Mas ele vai terminar com a mulher para ficar comigo.
Adalberto: É mentira. Só três por cento faz isso, segundo uma matéria que eu li.
Lu: OK. O Claudinelson faz parte desses três por cento.
Adalberto: Tomara. Esses caras, geralmente, vêm com esses papinhos, até comer a mulher. Depois somem.
Lu: Mas eu falei isso para ele. Que se fosse só para me comer, eu não ia sair da minha casa.
Adalberto: E ele?
Lu: Ele não me comeu até agora.
Adalberto: Pô, legal.
Lu: Legal? Adal, eu estou aqui desde sexta-feira dormindo sozinha em uma enorme e nada.
Adalberto: Lu, eu não te entendo. Você queria que o cara fizesse o quê? Te comesse?
Lu: Lógico. Hoje é domingo, Adal. Ele podia ter me respeitado só na primeira noite.
Adalberto: Mas, assim, você não ia ter certeza das boas intenções do cara com você.
Lu: É. Mas, agora, eu não tenho certeza se ele quer alguma coisa comigo.
Adalberto: Por que não?
Lu: Porque eu já passei na frente dele de babydoll, de calcinha e sutiã, só de calcinha e, ainda há pouco, passei completamente nua. E nada. NA-DA! Você acredita nisso?
Não. Mas eu não tinha coragem de estragar o fim de semana dela.
Adalberto: Acredito.
Lu: Mas eu não. E estou fula da vida com ele. Acho vou terminar.
Adalberto: Mas terminar o quê? Vocês ainda nem começaram a namorar...
Lu: Ah, sei lá, então. Eu quero gritar.
Adalberto: Gritar o quê, Lu? Está maluca?
Lu: Adal, eu quero DAR!
Adalberto: Lu, segura essa periquita! No fim de semana que vem ele, com certeza, vai te comer.
Lu: Tem certeza?
Adalberto: Não.
Lu: Então, você me desculpa, mas eu vou dar o meu jeito. Beijo.
Medo! Tentei ligar para ela de volta e nada.
No fim do dia, estava eu assistindo uma matéria com a Susana Vieira no fantástico, quando bateram insistentemente a minha porta.
Que droga!
Não chegou a surpresa mais inesperada do dia. Mas eu juro que, àquela hora da noite, eu não estava mais esperando por ela.
Adalberto: Lu?
Lu: Preciso de um ombro amigo.
Adalberto: Serve uma perna amiga? Fiz avaliação física na sexta e o instrutor voltou a reclamar da minha escoliose.
Lu: O Claudinelson terminou comigo.
Adalberto: Ele te comeu?
Lu: Não. Ele me pegou transando com um menino quinze anos mais novo do que eu na sauna do hotel.
Adalberto: Lu, você é maluca.
Lu: Adal, eu precisava resolver o meu problema.
Adalberto: E acabou criando outro.
Lu: Pois é.
Adalberto: E agora?
Lu: Ele vai continuar com a mulher.
Adalberto: E você?
Lu: Estou me sentindo um lixo.
Adalberto: Isso se chama orgulho ferido.
Lu: Vamos mudar de assunto?
Adalberto: Vamos. E o menino?
Lu: É uma gracinha.
Adalberto: Ele mora em Macaé?
Lu: Não. Só foi passar o Dia dos Pais com o pai dele. A gente voltou junto no mesmo ônibus.
Adalberto: Vocês estão namorando?
Lu: Estamos.
Adalberto: Então, nem tudo está perdido.
Lu: É. Mas era uma questão de honra dar para o Claudinelson.
Adalberto: Mas fala do menino? Ele é mesmo quinze anos mais novo do que você?
Lu: Sou. E daí?
Adalberto: Você é louca.
Lu: Ai, não quero falar sobre isso, Adal.
Adalberto: Tudo bem.
Ainda estava passando a matéria com a Susana Vieira na televisão, e me ocorreu uma coisa: a Lu não é tão louca, por namorar um menino quinze anos mais novo do que ela. Tem gente pior...
Lu: Caraca, garoto, pensei que não fosse atender essa bosta.
Adalberto: Lu, onde você está?
Lu: Em Macaé.
Adalberto: O que você foi fazer aí?
Lu: Eu vim conhecer o um homem casado.
Adalberto: Lu, eu já te falei que homem casado não dá futuro.
Lu: Mas ele vai terminar com a mulher para ficar comigo.
Adalberto: É mentira. Só três por cento faz isso, segundo uma matéria que eu li.
Lu: OK. O Claudinelson faz parte desses três por cento.
Adalberto: Tomara. Esses caras, geralmente, vêm com esses papinhos, até comer a mulher. Depois somem.
Lu: Mas eu falei isso para ele. Que se fosse só para me comer, eu não ia sair da minha casa.
Adalberto: E ele?
Lu: Ele não me comeu até agora.
Adalberto: Pô, legal.
Lu: Legal? Adal, eu estou aqui desde sexta-feira dormindo sozinha em uma enorme e nada.
Adalberto: Lu, eu não te entendo. Você queria que o cara fizesse o quê? Te comesse?
Lu: Lógico. Hoje é domingo, Adal. Ele podia ter me respeitado só na primeira noite.
Adalberto: Mas, assim, você não ia ter certeza das boas intenções do cara com você.
Lu: É. Mas, agora, eu não tenho certeza se ele quer alguma coisa comigo.
Adalberto: Por que não?
Lu: Porque eu já passei na frente dele de babydoll, de calcinha e sutiã, só de calcinha e, ainda há pouco, passei completamente nua. E nada. NA-DA! Você acredita nisso?
Não. Mas eu não tinha coragem de estragar o fim de semana dela.
Adalberto: Acredito.
Lu: Mas eu não. E estou fula da vida com ele. Acho vou terminar.
Adalberto: Mas terminar o quê? Vocês ainda nem começaram a namorar...
Lu: Ah, sei lá, então. Eu quero gritar.
Adalberto: Gritar o quê, Lu? Está maluca?
Lu: Adal, eu quero DAR!
Adalberto: Lu, segura essa periquita! No fim de semana que vem ele, com certeza, vai te comer.
Lu: Tem certeza?
Adalberto: Não.
Lu: Então, você me desculpa, mas eu vou dar o meu jeito. Beijo.
Medo! Tentei ligar para ela de volta e nada.
No fim do dia, estava eu assistindo uma matéria com a Susana Vieira no fantástico, quando bateram insistentemente a minha porta.
Que droga!
Não chegou a surpresa mais inesperada do dia. Mas eu juro que, àquela hora da noite, eu não estava mais esperando por ela.
Adalberto: Lu?
Lu: Preciso de um ombro amigo.
Adalberto: Serve uma perna amiga? Fiz avaliação física na sexta e o instrutor voltou a reclamar da minha escoliose.
Lu: O Claudinelson terminou comigo.
Adalberto: Ele te comeu?
Lu: Não. Ele me pegou transando com um menino quinze anos mais novo do que eu na sauna do hotel.
Adalberto: Lu, você é maluca.
Lu: Adal, eu precisava resolver o meu problema.
Adalberto: E acabou criando outro.
Lu: Pois é.
Adalberto: E agora?
Lu: Ele vai continuar com a mulher.
Adalberto: E você?
Lu: Estou me sentindo um lixo.
Adalberto: Isso se chama orgulho ferido.
Lu: Vamos mudar de assunto?
Adalberto: Vamos. E o menino?
Lu: É uma gracinha.
Adalberto: Ele mora em Macaé?
Lu: Não. Só foi passar o Dia dos Pais com o pai dele. A gente voltou junto no mesmo ônibus.
Adalberto: Vocês estão namorando?
Lu: Estamos.
Adalberto: Então, nem tudo está perdido.
Lu: É. Mas era uma questão de honra dar para o Claudinelson.
Adalberto: Mas fala do menino? Ele é mesmo quinze anos mais novo do que você?
Lu: Sou. E daí?
Adalberto: Você é louca.
Lu: Ai, não quero falar sobre isso, Adal.
Adalberto: Tudo bem.
Ainda estava passando a matéria com a Susana Vieira na televisão, e me ocorreu uma coisa: a Lu não é tão louca, por namorar um menino quinze anos mais novo do que ela. Tem gente pior...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Sara é uma mãe relapsa ou Segunda e sexta-feira são dias muito corridos
Hoje, mais cedo, um amigo no trabalho teve a brilhante idéia de me perguntar quando nascem os meus tão falados afilhados. E, assim, me ocorreu que a um mês de parir a Sara ainda não se deu ao luxo de escolher os nomes dos trigêmeos. Eu estava completamente enrolado, mas parei tudo para ligar para ela na mesma hora.
Sara: Oi, meu amor.
Adalberto: Meu amor? Eu desconfio do amor de quem não liga nem para os próprios filhos.
Sara: Como assim, Adal?
Adalberto: Como assim? Como é o nome dos seus filhos, que vão nascer daqui a um mês?
Sara: Ai, primo, ainda não me decidi.
Adalberto: Isso é um absurdo. As pessoas me perguntam pelos bebês. Elas, provavelmente, estão mais interessadas nos seus filhos do que você.
Sara: Adalberto Monteiro Neto, você tirou o dia para me importunar?
Adalberto: O dia, não. Eu estou tirando férias. E vou te atazanar diariamente, até você se decidir. E , se você não se decidir, decido eu. Eu não sou padrinho dessas crianças à toa, sua relapsa!
Sara: Você é padrinho, porque eu escolhi. Se eu quiser, escolho outro. Ainda dá tempo.
Caraca, o pior é que ela tinha razão. Eu estava falando cheio de autoridade, sem o menor medo de perder o direito de batizar umas crianças que sequer nasceram. E que sequer tinham nomes. Mudei de estratégia na MESMA hora. Fiquei MEGA fofo.
Adalberto: Amoreca, eu estou brincando com você.
Sara: Ah, bom. Eu estranhei. Você não é de falar assim comigo...
Adalberto: Eu comprei um livro com milhares de nomes para você.
Maior mentira. Só estava jogando um verde.
Sara: Jura, primo?
Adalberto: Juro.
Sara: Milhares?
Adalberto: Milhares. Legalzão, não é?
Sara: Ai, eu não acho. Isso vai me botar mais confusa.
Putz.
Adalberto: Baby, eu estou meio perturbado hoje. Não são milhares de nomes. São centenas.
Sara: Ah, ta. Então traz para eu ver.
Adalberto: Claro. Agora?
Sara: Pode ser na semana que vem, Adal? Hoje é sexta-feira. E sexta-feira, como você sabe, é um dia muito corrido.
Como assim corrido? É corrido para mim. Eu trabalho e não estou grávido. A Sara não faz nada para agradar a Cristo. Grávida, então... Respirei contei alguns poucos números e...
Adalberto: Está bem, lindona. Na segunda, eu vou aí te entregar.
Sara: Adal, segunda?
Adalberto: É, ué.
Sara: Esqueceu que segunda-feira também é um dia corrido? Que a gente tem que resolver todas as pendências que ficaram de sexta?
Cara, a Sara roubou a minha fala. Sou eu que vivo dizendo para ela que não marco nada para segunda nem sexta, porque são dias muito corridos. E que, na segunda, sempre tem pendências da sexta para resolver. Queria gritar com ela. Pedir meus direitos autorais. Mas tive medo de perder meus afilhadinhos.
Adalberto: É verdade, amore, você tem razão. Vou na terça, então.
Sara: Pode ser na quarta? Na terça, eu tenho hidroginástica.
Caraca!
Adalberto: Beleza, Sarita.
Sara: Beijo, querido.
Desliguei o telefone sem me despedir. Só de raiva.
Eu tenho um problema sério: não consigo me despedir de uma pessoa ao telefone, quando estou irado com ela. Mas tive que enfiar a minha ira com a Sara naquele lugar e me rebaixar em uma nova ligação, que foi feita em menos de um minuto.
Adalberto: Lindona, desculpa, acho que desliguei sem me despedir de você. Você me desculpa?
Sara: Ih, Adal, ta maluco? Eu sei que hoje é sexta-feira e o seu dia deve estar super corrido.
O pior é que ela tinha razão.
Sara: Oi, meu amor.
Adalberto: Meu amor? Eu desconfio do amor de quem não liga nem para os próprios filhos.
Sara: Como assim, Adal?
Adalberto: Como assim? Como é o nome dos seus filhos, que vão nascer daqui a um mês?
Sara: Ai, primo, ainda não me decidi.
Adalberto: Isso é um absurdo. As pessoas me perguntam pelos bebês. Elas, provavelmente, estão mais interessadas nos seus filhos do que você.
Sara: Adalberto Monteiro Neto, você tirou o dia para me importunar?
Adalberto: O dia, não. Eu estou tirando férias. E vou te atazanar diariamente, até você se decidir. E , se você não se decidir, decido eu. Eu não sou padrinho dessas crianças à toa, sua relapsa!
Sara: Você é padrinho, porque eu escolhi. Se eu quiser, escolho outro. Ainda dá tempo.
Caraca, o pior é que ela tinha razão. Eu estava falando cheio de autoridade, sem o menor medo de perder o direito de batizar umas crianças que sequer nasceram. E que sequer tinham nomes. Mudei de estratégia na MESMA hora. Fiquei MEGA fofo.
Adalberto: Amoreca, eu estou brincando com você.
Sara: Ah, bom. Eu estranhei. Você não é de falar assim comigo...
Adalberto: Eu comprei um livro com milhares de nomes para você.
Maior mentira. Só estava jogando um verde.
Sara: Jura, primo?
Adalberto: Juro.
Sara: Milhares?
Adalberto: Milhares. Legalzão, não é?
Sara: Ai, eu não acho. Isso vai me botar mais confusa.
Putz.
Adalberto: Baby, eu estou meio perturbado hoje. Não são milhares de nomes. São centenas.
Sara: Ah, ta. Então traz para eu ver.
Adalberto: Claro. Agora?
Sara: Pode ser na semana que vem, Adal? Hoje é sexta-feira. E sexta-feira, como você sabe, é um dia muito corrido.
Como assim corrido? É corrido para mim. Eu trabalho e não estou grávido. A Sara não faz nada para agradar a Cristo. Grávida, então... Respirei contei alguns poucos números e...
Adalberto: Está bem, lindona. Na segunda, eu vou aí te entregar.
Sara: Adal, segunda?
Adalberto: É, ué.
Sara: Esqueceu que segunda-feira também é um dia corrido? Que a gente tem que resolver todas as pendências que ficaram de sexta?
Cara, a Sara roubou a minha fala. Sou eu que vivo dizendo para ela que não marco nada para segunda nem sexta, porque são dias muito corridos. E que, na segunda, sempre tem pendências da sexta para resolver. Queria gritar com ela. Pedir meus direitos autorais. Mas tive medo de perder meus afilhadinhos.
Adalberto: É verdade, amore, você tem razão. Vou na terça, então.
Sara: Pode ser na quarta? Na terça, eu tenho hidroginástica.
Caraca!
Adalberto: Beleza, Sarita.
Sara: Beijo, querido.
Desliguei o telefone sem me despedir. Só de raiva.
Eu tenho um problema sério: não consigo me despedir de uma pessoa ao telefone, quando estou irado com ela. Mas tive que enfiar a minha ira com a Sara naquele lugar e me rebaixar em uma nova ligação, que foi feita em menos de um minuto.
Adalberto: Lindona, desculpa, acho que desliguei sem me despedir de você. Você me desculpa?
Sara: Ih, Adal, ta maluco? Eu sei que hoje é sexta-feira e o seu dia deve estar super corrido.
O pior é que ela tinha razão.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Quem bate, às vezes, não esquece ou Ane leva pito em rede nacional
Lembro como se fosse hoje de um ataque que a Ane deu com um auxiliar de serviços gerais, que trabalhava na empresa do pai dela. Eu estava em férias e tinha ido visitá-la. Passei a manhã toda com ela e, na hora do almoço, quando saímos para comer, aconteceu a cena fatídica.
Ane: Beraldino, que música é essa que você está cantando?
Beraldino: Ah, dona Ane, é um pagodinho do meu grupo.
Ane: Pois fique sabendo você, que eu odeio pagode com todas as forças que um ser humano pode ter. E não quero ninguém cantando pagode aqui nessa empresa.
Beraldino: Por quê?
Ane: Porque, aqui, quem manda sou eu. Se quiser cantar, canta uma música da Maria Bethânia, da Vanessa da Mata ou da Elis Regina. Até para varrer chão, nessa empresa, é preciso decência.
Depois disso, o cara pediu demissão e jamais tivemos notícias dele.
Agora, sabe aquela máxima de que quem bate esquece? Há controvérsias. No domingo, estávamos eu e Ane COMPLETAMENTE entediados na minha casa, assistindo ao Domingão do Fautão, quando fomos acometidos pela presença do Beraldino e seu grupo de pagode no programa.
Tive uma sensação de que já tinha ouvido uma das músicas que o grupo cantou. Conheço muitos pagodes, graças ao meu porteiro, que não dá trégua com o seu radinho.
A Ane ficou PAS-SA-DA.
Ane: Adal, eu estou passada.
Adalberto: Garota, eu não dava nada por esse menino.
Ane: Nem eu. Mas, agora, eu dou. E dou fácil.
Adalberto: Interesseira.
Ane: Interesseira, não. Ele está mais bonito.
Adalberto: Ele está rico e famoso.
Ane: Ai, Adal.
Adalberto: Ane, você esqueceu do esporro que você deu no cara?
Ane: Eu estava estressada. Ele deve ter entendido. Tenho certeza. Ele é um fofo.
Adalberto: Cala a boca, o Faustão está falando com ele.
Eu não consegui ouvir o que o Faustão perguntou para o Beraldino, mas a resposta parecia que estava engasgada.
Beraldino: ... Muito obrigado pela oportunidade e pelo apoio, Faustão. É de pessoas como você, que dão oportunidade para o samba, pagode, funk, axé, MPB, RAP, rock que o Brasil precisa. Preconceito não leva ninguém a lugar nenhum. Eu posso não conhecer muito bem o trabalho da Maria Bethânia, da Vanessa da Mata ou da Elis Regina, mas isso não me impede de ser um artista competente e comprometido com o meu trabalho e o meu público.
Ane: Adal!
Adalberto: Isso foi para você.
Ane: Estou passada. O cachorro não esqueceu.
De fofo, o Beraldino foi rebaixado para cachorro.
Adalberto: Boa memória ele tem.
Ane: Esse cara é um ingrato, trabalhou lá na empresa, tinha carteira assinada, tíquete refeição, vale-transporte, décimo terceiro...
Ou seja, tudo o que ela deu para o Beraldino não passou de uma obrigação do empregador.
Adalberto: Ane, vamos trocar de canal?
Eu estava com MUITO medo de ela arremessar alguma coisa na minha televisão de LCD. Ainda faltavam duas prestações para eu terminar pagar. E uma das coisas que mais me irrita nessa vida é ter que pagar por algo que eu não estou usufruindo.
Ane:Adal, vamos para um bar agora, senão eu vou tacar uma pedra nessa sua televisão.
Adalberto: Não!
E, imediatamente, desliguei a TV. Precisava calar a boca do Beraldino.
Ane: Esse grupo nunca vai fazer sucesso verdade. Depois dos quinze minutos de fama, ninguém mais vai ouvir falar deles.
Calei a boca e fiquei na minha para não contrariar a minha prima. Pelo pouco que vi, a plateia INTEIRA do Faustão sabia de cor e salteado TODAS as músicas do grupo do Beraldino.
Já no bar, depois de mais de dez chopes que tomamos cada um, peguei a Ane dançando uma das músicas do grupo do Beraldino. A tal que o meu porteiro sempre ouve.
Eu estava bêbado, mas ainda tinha discernimento.
Filmei tudo com o meu celular, mas ainda não tive coragem de mostrar o vídeo para ela. Até queria vê-la roxa de raiva de si mesma ao ver a filmagem, mas ainda tenho quatro prestações para pagar do meu celular...
Ane: Beraldino, que música é essa que você está cantando?
Beraldino: Ah, dona Ane, é um pagodinho do meu grupo.
Ane: Pois fique sabendo você, que eu odeio pagode com todas as forças que um ser humano pode ter. E não quero ninguém cantando pagode aqui nessa empresa.
Beraldino: Por quê?
Ane: Porque, aqui, quem manda sou eu. Se quiser cantar, canta uma música da Maria Bethânia, da Vanessa da Mata ou da Elis Regina. Até para varrer chão, nessa empresa, é preciso decência.
Depois disso, o cara pediu demissão e jamais tivemos notícias dele.
Agora, sabe aquela máxima de que quem bate esquece? Há controvérsias. No domingo, estávamos eu e Ane COMPLETAMENTE entediados na minha casa, assistindo ao Domingão do Fautão, quando fomos acometidos pela presença do Beraldino e seu grupo de pagode no programa.
Tive uma sensação de que já tinha ouvido uma das músicas que o grupo cantou. Conheço muitos pagodes, graças ao meu porteiro, que não dá trégua com o seu radinho.
A Ane ficou PAS-SA-DA.
Ane: Adal, eu estou passada.
Adalberto: Garota, eu não dava nada por esse menino.
Ane: Nem eu. Mas, agora, eu dou. E dou fácil.
Adalberto: Interesseira.
Ane: Interesseira, não. Ele está mais bonito.
Adalberto: Ele está rico e famoso.
Ane: Ai, Adal.
Adalberto: Ane, você esqueceu do esporro que você deu no cara?
Ane: Eu estava estressada. Ele deve ter entendido. Tenho certeza. Ele é um fofo.
Adalberto: Cala a boca, o Faustão está falando com ele.
Eu não consegui ouvir o que o Faustão perguntou para o Beraldino, mas a resposta parecia que estava engasgada.
Beraldino: ... Muito obrigado pela oportunidade e pelo apoio, Faustão. É de pessoas como você, que dão oportunidade para o samba, pagode, funk, axé, MPB, RAP, rock que o Brasil precisa. Preconceito não leva ninguém a lugar nenhum. Eu posso não conhecer muito bem o trabalho da Maria Bethânia, da Vanessa da Mata ou da Elis Regina, mas isso não me impede de ser um artista competente e comprometido com o meu trabalho e o meu público.
Ane: Adal!
Adalberto: Isso foi para você.
Ane: Estou passada. O cachorro não esqueceu.
De fofo, o Beraldino foi rebaixado para cachorro.
Adalberto: Boa memória ele tem.
Ane: Esse cara é um ingrato, trabalhou lá na empresa, tinha carteira assinada, tíquete refeição, vale-transporte, décimo terceiro...
Ou seja, tudo o que ela deu para o Beraldino não passou de uma obrigação do empregador.
Adalberto: Ane, vamos trocar de canal?
Eu estava com MUITO medo de ela arremessar alguma coisa na minha televisão de LCD. Ainda faltavam duas prestações para eu terminar pagar. E uma das coisas que mais me irrita nessa vida é ter que pagar por algo que eu não estou usufruindo.
Ane:Adal, vamos para um bar agora, senão eu vou tacar uma pedra nessa sua televisão.
Adalberto: Não!
E, imediatamente, desliguei a TV. Precisava calar a boca do Beraldino.
Ane: Esse grupo nunca vai fazer sucesso verdade. Depois dos quinze minutos de fama, ninguém mais vai ouvir falar deles.
Calei a boca e fiquei na minha para não contrariar a minha prima. Pelo pouco que vi, a plateia INTEIRA do Faustão sabia de cor e salteado TODAS as músicas do grupo do Beraldino.
Já no bar, depois de mais de dez chopes que tomamos cada um, peguei a Ane dançando uma das músicas do grupo do Beraldino. A tal que o meu porteiro sempre ouve.
Eu estava bêbado, mas ainda tinha discernimento.
Filmei tudo com o meu celular, mas ainda não tive coragem de mostrar o vídeo para ela. Até queria vê-la roxa de raiva de si mesma ao ver a filmagem, mas ainda tenho quatro prestações para pagar do meu celular...
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Noite trágica com rapper que sabia roubar ou bandido que sabia rimar
Anteontem, quando saí do trabalho, passei num barzinho para beber com uns amigos. Para minha surpresa, um ex da Lu, o Amaranto, era o cantor da noite. Liguei para ela na mesma hora.
Lu: Como assim?
Adalberto: O Amaranto tá cantando rap aqui no bar perto do trabalho, ué.
Lu: Gente, não estou acreditando nisso.
Adalberto: Nem eu. Aqui sempre tem show de MPB. Não sei o que deu no pessoal para chamar um cantor de RAP.
Lu: Ai, me bateu um calafrio, agora, Adal. Vou aí, como quem não quer nada, ver esse homem. Estou numa seca danada.
Adalberto: Ai, meu Deus. Para que eu fui te contar?
Lu: Me espera aí, hein, garoto!
Adalberto: Está bem. Mas não demora.
Me arrependi amargamente em ter ligado para a Lu. Eu não pretendia ficar mais tempo por lá. Estava cansado, com sono e tinha que acordar muito cedo no dia seguinte. Uma hora e meia depois:
Lu: Cheguei.
Adalberto: Oi.
Lu: Ai, Adal, ele está lindo cantando.
Adalberto: Eu não sabia que ele cantava.
Lu: Jura? Você não percebia que o jeito dele de falar arrastado, mexendo os braços é típico de cantor de RAP?
Adalberto: Não. Para mim, o jeito dele de falar é típico de bandido. Por isso que eu me cagava de medo dele. Confesso que, agora, estou mais tranquilo.
Lu: Ai, Adal, o jeito de um cantor de RAP é completamente diferente de um bandido.
Adalberto: Para mim, o que muda é que o cantor de RAP consegue rimar.
Lu: Você não entende nada.
Adalberto: Quero ir para casa dormir.
Lu: Calma. O show está acabando. Olha lá. Ele está agradecendo. Vou lá falar com ele.
Que saco! E Lu se internou no camarim do Amaranto e eu fiquei por, pelo menos, mais uns cinco chopes esperando por ela. Quando a farra acabou, eu recebi uma missão:
Lu: Adal, você leva a gente lá para casa.
Adalberto: Lu, vocês podem ir para a minha casa? Eu tenho que acordar muito cedo amanhã. Se eu te levar em casa, vou perder muito tempo.
Amaranto: Demorou, demorou, parceiro. Tá tranquilo, Adalba! Bora lá com ele, Lu.
Lu: Está bem.
Amaranto: Então, partiu feroz e desumano, mermão.
Adalberto: Legal. Vamos, sim.
E essa foi a pior coisa que eu fiz na minha vida. O Amaranto era um rapper que sabia roubar ou um bandido que sabia rimar. E eu só descobri isso, quando a Polícia bateu lá em casa.
O Amaranto foi preso, porque furtou uns objetos do bar onde ele cantou. E eu fiquei PAS-SA-DO. Fomos parar na delegacia e tive que explicar, que não tenho nada a ver com esse cara, além do triste fato de ele ser um peguete da minha prima.
Voltei para a casa na hora de acordar para ir para o trabalho, querendo matar a Lu. A minha vontade era de levá-la para casa arrastada pelo cabelo para ela aprender a não se envolver mais com qualquer um. Também tive vontade de que alguém me puxasse pelo cabelo para casa, por eu ter tido a bendita ideia de ligar para a minha prima e, indiretamente, ter incentivado esse inferno que foi a minha noite.
Deixei a Lu em casa, faltando meia-hora para chegar ao trabalho.
Adalberto: Eu quero te matar. Mas como eu também quero me matar, a gente corta, corta e fica tudo igual.
Lu: Te amo, primo.
Adalberto: Demorou, parceiro.
A Lu ficou rindo e eu parti feroz e desumano para o trabalho, mermão.
Lu: Como assim?
Adalberto: O Amaranto tá cantando rap aqui no bar perto do trabalho, ué.
Lu: Gente, não estou acreditando nisso.
Adalberto: Nem eu. Aqui sempre tem show de MPB. Não sei o que deu no pessoal para chamar um cantor de RAP.
Lu: Ai, me bateu um calafrio, agora, Adal. Vou aí, como quem não quer nada, ver esse homem. Estou numa seca danada.
Adalberto: Ai, meu Deus. Para que eu fui te contar?
Lu: Me espera aí, hein, garoto!
Adalberto: Está bem. Mas não demora.
Me arrependi amargamente em ter ligado para a Lu. Eu não pretendia ficar mais tempo por lá. Estava cansado, com sono e tinha que acordar muito cedo no dia seguinte. Uma hora e meia depois:
Lu: Cheguei.
Adalberto: Oi.
Lu: Ai, Adal, ele está lindo cantando.
Adalberto: Eu não sabia que ele cantava.
Lu: Jura? Você não percebia que o jeito dele de falar arrastado, mexendo os braços é típico de cantor de RAP?
Adalberto: Não. Para mim, o jeito dele de falar é típico de bandido. Por isso que eu me cagava de medo dele. Confesso que, agora, estou mais tranquilo.
Lu: Ai, Adal, o jeito de um cantor de RAP é completamente diferente de um bandido.
Adalberto: Para mim, o que muda é que o cantor de RAP consegue rimar.
Lu: Você não entende nada.
Adalberto: Quero ir para casa dormir.
Lu: Calma. O show está acabando. Olha lá. Ele está agradecendo. Vou lá falar com ele.
Que saco! E Lu se internou no camarim do Amaranto e eu fiquei por, pelo menos, mais uns cinco chopes esperando por ela. Quando a farra acabou, eu recebi uma missão:
Lu: Adal, você leva a gente lá para casa.
Adalberto: Lu, vocês podem ir para a minha casa? Eu tenho que acordar muito cedo amanhã. Se eu te levar em casa, vou perder muito tempo.
Amaranto: Demorou, demorou, parceiro. Tá tranquilo, Adalba! Bora lá com ele, Lu.
Lu: Está bem.
Amaranto: Então, partiu feroz e desumano, mermão.
Adalberto: Legal. Vamos, sim.
E essa foi a pior coisa que eu fiz na minha vida. O Amaranto era um rapper que sabia roubar ou um bandido que sabia rimar. E eu só descobri isso, quando a Polícia bateu lá em casa.
O Amaranto foi preso, porque furtou uns objetos do bar onde ele cantou. E eu fiquei PAS-SA-DO. Fomos parar na delegacia e tive que explicar, que não tenho nada a ver com esse cara, além do triste fato de ele ser um peguete da minha prima.
Voltei para a casa na hora de acordar para ir para o trabalho, querendo matar a Lu. A minha vontade era de levá-la para casa arrastada pelo cabelo para ela aprender a não se envolver mais com qualquer um. Também tive vontade de que alguém me puxasse pelo cabelo para casa, por eu ter tido a bendita ideia de ligar para a minha prima e, indiretamente, ter incentivado esse inferno que foi a minha noite.
Deixei a Lu em casa, faltando meia-hora para chegar ao trabalho.
Adalberto: Eu quero te matar. Mas como eu também quero me matar, a gente corta, corta e fica tudo igual.
Lu: Te amo, primo.
Adalberto: Demorou, parceiro.
A Lu ficou rindo e eu parti feroz e desumano para o trabalho, mermão.
terça-feira, 19 de julho de 2011
As cem vezes da discórdia
Ontem, quando saí do trabalho, fui tomar um chopinho com as minhas primas no Plebeu, no Humaitá, pertinho da casa da Ane. E a pauta da nossa conversa, por mais incrível que possa parecer, foi o número CEM.
Adalberto: Como assim?
Ane: Sempre que você quer mostrar que uma dos nós está errada, você diz que já nos advertiu CEM vezes?
Adalberto: Você está louca.
Lu: Não está, não, Adal. Isso também me irrita em você.
Adalberto: É sério isso?
Sara: Às vezes, você fala assim comigo também.
Marjorie: E, sem querer colocar lenha na fogueira, comigo você também fala assim.
Adalberto: Gente, hoje é segunda-feira, eu saí de lá dos cafundós de onde estou trabalhando, amanhã tenho que acordar super cedo e vocês vão mesmo ficar brigando comigo?
Marjorie: A gente não está brigando, primo. Só foi uma crítica construtiva
Sara: É.
Ane: Até porque a gente não vai deixar de gostar de você. Mas as outras pessoas podem não gostar desse seu jeito de falar.
Adalberto: Eu não falo com as outras pessoa do jeito que eu falo com vocês. Com vocês, eu tenho intimidade.
Lu: Primo, a gente só quis te dar um toque.
Adalberto: Tudo bem. Mas vocês estão sempre me dando um toque sobre como eu trato vocês e eu já expliquei uma CEM vezes , que eu trato vocês com mais intimidades, porque nós temos amizade para isso.
As quatro: Aí, viu!
Adalberto: O quê?
Marjorie: Você voltou na coisa das CEM vezes.
Adalberto: Eu?
Ane: E nem percebeu.
Adalberto: Eu? Eu percebi, sim.
Sara: Primo, você não percebeu. Você está parecendo o Oswaldo, que não reconhece quando está errado.
Adalberto: Sara, você vai ficar me comparando, agora, com o seu marido?
Sara: Não é isso, Adal.
Adalberto: É isso, sim. Eu vim aqui para ser alvejado por vocês? Vocês gostam de mim de verdade? Eu não esperava por isso, sabia? Vindo de vocês... Não mesmo. Vou embora.
Marjorie: Adal, para de ser intransigente.
Adalberto: Ah, agora eu sou intransigente também? O que mais eu sou? Hein? Podem falar. Intransigente... O que mais?
Sara: Chato.
Ane: Grosso.
Lu: Insuportável.
Adalberto: Bacana. Legalzão. Agora, vocês querem saber de uma coisa? Eu também penso o mesmo sobre cada uma de vocês. Eu estou indo embora, vou deixar 20 reais aqui para pagar as duas cervejas, que eu tomei. E você fiquem com o troco.
Marjorie: Adal, você vai mesmo?
Adalberto: Vou! Eu já falei cem vezes que vou e não vou repetir.
As minhas primas não paravam de dar gargalhadas histéricas e eu não entendia o por quê.
Adalberto: Do que foi que vocês estão rindo, hein? Tem algum palhaço aqui?
E antes que alguém respondesse, eu me dei conta de que tinha falado a porra das “CEM vezes” de novo.
As gargalhadas delas me irritaram tanto, que eu deixei elas na mesa rindo sozinhas e me despedi com um tchauzinho muito do blasé.
Quando cheguei no estacionamento, o estresse foi outro.
Flanelinha: Aí, tio, dois reis é só de manhã. De noite, o estacionamento é cinco.
Adalberto: Ah, é? E você está me achando com cara de quê? Papai Noel ou Madre Teresa de Calcutá? Outra coisa: eu NÃO sou seu tio.
Flanelinha: Se liga, então, meu irmão, pode pagando os cinco reais. Eu já falei umas CEM vezes que o estacionamento aqui, de noite, é esse preço. Ou paga ou vai sair com os quatro pneus furados.
Putz, a coisa das “CEM vezes” é, de fato, EXTREMAMENTE IRRITANTE. não me lembro dele ter falado sobre o preço do estacionamento comigo por mais de duas vezes. E nas vezes que ele me falou, eu sempre questionei e ele aceitou os meus dois reais.
Adalberto: Olha aqui, querido, das outras DUAS vezes, que você me cobrou cinco reais, eu te paguei dois e ficou tudo certo. Eu estou estacionando o carro na rua. É esse o preço.
Flanelinha: Eu não vou discutir contigo, não, parceiro.
Ele sacou um canivete apontou para mim. E eu me caguei de medo. Devia ser só para me assustar, porque em seguida, ele furou os quatro pneus do meu carro e desapareceu na fumaça. Fiquei tão assustado que mal tinha forças para falar. Não fiz nada.
Depois de uns cinco minutos, já mais tranqüilo, engoli o meu orgulho, enfiei meu rabinho entre as pernas e voltei para o bar, onde estavam as minhas primas.
Adalberto: Vocês ainda me acham intransigente, chato, grosso e insuportável?
Elas já estavam completamente bêbadas, com exceção da Sara, que além de não beber, tem evitado até o refrigerante, porque está grávida há sete meses. De trigêmeos.
Marjorie: Claro que não, primo. Você é um fofo.
Sara: Um queridão.
Ane: Um lindo.
Lu: Um gostoso.
Adalberto: Agora, vocês falaram a minha língua.
Marjorie: Então, senta aí e toma todas com a gente.
Ane: Todas, não, porque a gente já tomou a maioria.
Adalberto: Só mais uma, porque amanhã eu trabalho e vou ter que ir para casa de ônibus.
Sara: Ué, mas você não veio de carro, primo?
Adalberto: Vim mas essa é outra história.
Sara: O que foi que aconteceu?
Adalberto: Depois, eu te falo.
Sara: Ah, fala agora, Adal.
Adalberto: Sara, você é muito ansiosa. Você está grávida. Não pode ser assim. Eu já te falei isso umas CEM vezes.
As gargalhadas foram inevitáveis. Inclusive, as minhas.
Eu cheguei a prometer para elas, que jamais voltaria a falar das cem vezes. Ainda bem que eu estava bêbado!
-- ESSA É A PUBLICAÇÃO NÚMERO CEM DO BLOG E NÃO PASSA DE UMA HOMENAGEM PARA ANE, LU, MARJORIE E SARA --
Adalberto: Como assim?
Ane: Sempre que você quer mostrar que uma dos nós está errada, você diz que já nos advertiu CEM vezes?
Adalberto: Você está louca.
Lu: Não está, não, Adal. Isso também me irrita em você.
Adalberto: É sério isso?
Sara: Às vezes, você fala assim comigo também.
Marjorie: E, sem querer colocar lenha na fogueira, comigo você também fala assim.
Adalberto: Gente, hoje é segunda-feira, eu saí de lá dos cafundós de onde estou trabalhando, amanhã tenho que acordar super cedo e vocês vão mesmo ficar brigando comigo?
Marjorie: A gente não está brigando, primo. Só foi uma crítica construtiva
Sara: É.
Ane: Até porque a gente não vai deixar de gostar de você. Mas as outras pessoas podem não gostar desse seu jeito de falar.
Adalberto: Eu não falo com as outras pessoa do jeito que eu falo com vocês. Com vocês, eu tenho intimidade.
Lu: Primo, a gente só quis te dar um toque.
Adalberto: Tudo bem. Mas vocês estão sempre me dando um toque sobre como eu trato vocês e eu já expliquei uma CEM vezes , que eu trato vocês com mais intimidades, porque nós temos amizade para isso.
As quatro: Aí, viu!
Adalberto: O quê?
Marjorie: Você voltou na coisa das CEM vezes.
Adalberto: Eu?
Ane: E nem percebeu.
Adalberto: Eu? Eu percebi, sim.
Sara: Primo, você não percebeu. Você está parecendo o Oswaldo, que não reconhece quando está errado.
Adalberto: Sara, você vai ficar me comparando, agora, com o seu marido?
Sara: Não é isso, Adal.
Adalberto: É isso, sim. Eu vim aqui para ser alvejado por vocês? Vocês gostam de mim de verdade? Eu não esperava por isso, sabia? Vindo de vocês... Não mesmo. Vou embora.
Marjorie: Adal, para de ser intransigente.
Adalberto: Ah, agora eu sou intransigente também? O que mais eu sou? Hein? Podem falar. Intransigente... O que mais?
Sara: Chato.
Ane: Grosso.
Lu: Insuportável.
Adalberto: Bacana. Legalzão. Agora, vocês querem saber de uma coisa? Eu também penso o mesmo sobre cada uma de vocês. Eu estou indo embora, vou deixar 20 reais aqui para pagar as duas cervejas, que eu tomei. E você fiquem com o troco.
Marjorie: Adal, você vai mesmo?
Adalberto: Vou! Eu já falei cem vezes que vou e não vou repetir.
As minhas primas não paravam de dar gargalhadas histéricas e eu não entendia o por quê.
Adalberto: Do que foi que vocês estão rindo, hein? Tem algum palhaço aqui?
E antes que alguém respondesse, eu me dei conta de que tinha falado a porra das “CEM vezes” de novo.
As gargalhadas delas me irritaram tanto, que eu deixei elas na mesa rindo sozinhas e me despedi com um tchauzinho muito do blasé.
Quando cheguei no estacionamento, o estresse foi outro.
Flanelinha: Aí, tio, dois reis é só de manhã. De noite, o estacionamento é cinco.
Adalberto: Ah, é? E você está me achando com cara de quê? Papai Noel ou Madre Teresa de Calcutá? Outra coisa: eu NÃO sou seu tio.
Flanelinha: Se liga, então, meu irmão, pode pagando os cinco reais. Eu já falei umas CEM vezes que o estacionamento aqui, de noite, é esse preço. Ou paga ou vai sair com os quatro pneus furados.
Putz, a coisa das “CEM vezes” é, de fato, EXTREMAMENTE IRRITANTE. não me lembro dele ter falado sobre o preço do estacionamento comigo por mais de duas vezes. E nas vezes que ele me falou, eu sempre questionei e ele aceitou os meus dois reais.
Adalberto: Olha aqui, querido, das outras DUAS vezes, que você me cobrou cinco reais, eu te paguei dois e ficou tudo certo. Eu estou estacionando o carro na rua. É esse o preço.
Flanelinha: Eu não vou discutir contigo, não, parceiro.
Ele sacou um canivete apontou para mim. E eu me caguei de medo. Devia ser só para me assustar, porque em seguida, ele furou os quatro pneus do meu carro e desapareceu na fumaça. Fiquei tão assustado que mal tinha forças para falar. Não fiz nada.
Depois de uns cinco minutos, já mais tranqüilo, engoli o meu orgulho, enfiei meu rabinho entre as pernas e voltei para o bar, onde estavam as minhas primas.
Adalberto: Vocês ainda me acham intransigente, chato, grosso e insuportável?
Elas já estavam completamente bêbadas, com exceção da Sara, que além de não beber, tem evitado até o refrigerante, porque está grávida há sete meses. De trigêmeos.
Marjorie: Claro que não, primo. Você é um fofo.
Sara: Um queridão.
Ane: Um lindo.
Lu: Um gostoso.
Adalberto: Agora, vocês falaram a minha língua.
Marjorie: Então, senta aí e toma todas com a gente.
Ane: Todas, não, porque a gente já tomou a maioria.
Adalberto: Só mais uma, porque amanhã eu trabalho e vou ter que ir para casa de ônibus.
Sara: Ué, mas você não veio de carro, primo?
Adalberto: Vim mas essa é outra história.
Sara: O que foi que aconteceu?
Adalberto: Depois, eu te falo.
Sara: Ah, fala agora, Adal.
Adalberto: Sara, você é muito ansiosa. Você está grávida. Não pode ser assim. Eu já te falei isso umas CEM vezes.
As gargalhadas foram inevitáveis. Inclusive, as minhas.
Eu cheguei a prometer para elas, que jamais voltaria a falar das cem vezes. Ainda bem que eu estava bêbado!
-- ESSA É A PUBLICAÇÃO NÚMERO CEM DO BLOG E NÃO PASSA DE UMA HOMENAGEM PARA ANE, LU, MARJORIE E SARA --
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